A pergunta que mais aparece em grupo de dono de oficina é sempre a mesma: “quanto vocês estão cobrando a hora?”. É a pergunta errada. O preço do vizinho reflete os custos dele — não os seus.
A conta que importa
O valor da hora técnica sai de três números que só a sua oficina tem: custo fixo mensal (aluguel, folha, energia, software, impostos fixos), horas realmente produtivas no mês e a margem que você quer sobre isso.
O erro clássico está na segunda variável. Um mecânico contratado por 220 horas mensais não entrega 220 horas faturáveis: há espera de peça, retrabalho, teste, limpeza e conversa com cliente. Trabalhar com produtividade real — normalmente entre 60% e 75% — muda o preço final de forma drástica.
Por onde começar
- Levante o custo fixo dos últimos três meses e tire a média.
- Meça, por duas semanas, quantas horas de fato foram lançadas em ordem de serviço.
- Divida o custo pelas horas produtivas: esse é o seu ponto de equilíbrio por hora — nunca o seu preço.
- Aplique a margem sobre o ponto de equilíbrio, não sobre o custo bruto.
Com esse número na mão, dar desconto deixa de ser sensação e vira decisão: você sabe exatamente quanto de margem está entregando em cada negociação.