Quando começou o projeto, a meta era modesta: entender por que tanto carro voltava. Dois trimestres depois, o retrabalho havia caído cerca de 30% — e o método virou rotina da casa.
O ponto de partida
“A gente só descobria o problema quando o cliente ligava bravo”, resume o dono. O primeiro passo foi simples e sem custo: anotar toda volta de veículo em uma planilha, com o motivo e quem tinha feito o serviço original.
O que funcionou
Os dados mostraram que a maior parte do retrabalho não vinha de erro técnico, e sim de diagnóstico incompleto — serviço aprovado às pressas, sem teste de confirmação. A resposta foi um checklist de saída de três itens, obrigatório antes de liberar o carro.
Os erros no caminho
No começo a equipe entendeu a planilha como caça às bruxas, e o registro despencou. Só voltou a funcionar quando ficou claro que ninguém seria punido pelo apontamento — e que o número era da oficina, não do mecânico.
Os números
- Retrabalho: −30% em dois trimestres
- Tempo médio de box liberado: 1,4 dia a menos
- Nota no Google: de 4,1 para 4,6
O próximo passo é levar o mesmo registro para o processo de compra de peça, onde o dono suspeita estar a próxima fonte de retorno.